A secretária nacional de Justiça, Maria Rosa Loula, afirmou que as primeiras ações para retirar de organizações criminosas ultraviolentas imóveis avaliados em cerca de R$ 190 milhões são o início de um trabalho que terá continuidade. Em entrevista ao Agora Metrópoles, do qual este colunista é comentarista, ela explicou que o chamado perdimento civil permite pedir à Justiça a expropriação de patrimônio sem esperar uma condenação criminal definitiva.
“Não são só R$ 190 milhões. Essa metodologia vai ser replicada e utilizada à exaustão”, disse. Segundo Loula, o trabalho reuniu informações do Conselho Nacional de Justiça, da Receita Federal e da Controladoria-Geral da União para identificar os bens e subsidiar as ações apresentadas pela Advocacia-Geral da União.
Ao ser questionada sobre a cooperação entre governos de posições políticas diferentes, a secretária citou um acordo com a Procuradoria do Estado de São Paulo. A falta de alinhamento ideológico entre as administrações estadual e federal, afirmou, não impediu o estabelecimento de “excelentes relações institucionais”.
Loula também defendeu uma mudança na lógica das investigações brasileiras, com equipes dedicadas desde o início a localizar e bloquear patrimônio das organizações. “A gente primeiro busca prender”, observou.
Coluna, Como funciona esse método que pode levar à expropriação de R$ 190 milhões em bens ligados a facções criminosas?
Maria Rosa Loula, Quero dizer, de pronto, que não são só R$ 190 milhões.
