Cães de raças grandes podem envelhecer mais rápido por perderem parte do controle sobre trechos do DNA conhecidos como “genes saltadores”. É o que sugere um estudo publicado na revista Science.
A pesquisa analisou 864 cães e identificou uma perda mais acelerada de marcas químicas que regulam esses elementos genéticos nos animais de maior porte. O achado pode ajudar a investigar por que cães gigantes tendem a viver menos que os pequenos.
O que são os “genes saltadores”?
Os chamados genes saltadores são elementos transponíveis: trechos de DNA capazes de produzir cópias de si mesmos e inseri-las em outras regiões do genoma. Uma classe desses elementos, conhecida como LINE1, foi o foco da pesquisa.
O organismo controla a atividade desses trechos por meio da metilação, um processo que adiciona marcas químicas ao DNA sem alterar sua sequência. Com o envelhecimento, parte dessas marcas se perde, o que pode reduzir o controle sobre os LINE1. Quando ficam excessivamente ativos, esses elementos têm sido associados a danos no DNA, câncer e outras doenças relacionadas à idade.
“O que descobrimos é que a regulação epigenética dos elementos transponíveis, especialmente dos LINE1, parece ser um fator importante para determinar a velocidade com que diferentes cães envelhecem”, afirmou Noah Snyder-Mackler, autor sênior do estudo, em nota da Universidade Estadual do Arizona, nos Estados Unidos.
