Duas falhas graves no PHP levaram governos e empresas a tirar sites do ar nesta quarta-feira (21). O alcance do problema é explicado pela popularidade da linguagem de programação, criada há mais de 30 anos e utilizada por 69,3% dos sites cuja linguagem de servidor é conhecida, segundo levantamento da W3Techs.
Em entrevista ao Canaltech, Rafael Silva, coordenador acadêmico da FIAP, explica que essa popularidade está relacionada ao baixo custo de desenvolvimento, à facilidade de encontrar serviços de hospedagem e ao crescimento de plataformas como o WordPress.
O PHP funciona nos servidores e é responsável por processar informações antes que elas apareçam no navegador. Em uma loja virtual, por exemplo, a linguagem pode ser utilizada para consultar produtos, atualizar o carrinho de compras e interagir com o banco de dados.
Apesar da idade, o PHP continua recebendo atualizações e sendo utilizado em novos projetos. Sua presença em tantos sistemas, porém, amplia o alcance potencial de vulnerabilidades como as descobertas nesta semana.
Por que tantos sites continuam utilizando PHP?
Criado por Rasmus Lerdorf em 1994 e disponibilizado publicamente em 1995, o PHP cresceu junto com a expansão da internet, quando empresas buscavam maneiras simples e baratas de desenvolver seus primeiros sites.
Segundo Silva, essa facilidade de adoção foi um dos principais fatores para a popularização da linguagem.
