Apenas 22,7% dos médicos (2 em cada 10) consideram que as redes de UTIs (Unidades de Terapia Intensiva) do SUS (Sistema Único de Saúde) têm disponibilidade totalmente adequada de medicamentos essenciais para pacientes. Por outro lado, na rede particular, incluindo hospitais ligados a planos de saúde, o índice sobe para 57,7%.
Os dados são do levantamento “Inquérito Nacional sobre a Força de Trabalho Médica nas UTIs Brasileiras”, da AMIB (Associação de Medicina Intensiva Brasileira), com apoio do CFM (Conselho Federal de Medicina), divulgado nesta quarta-feira (22).
O estudo ainda aponta que 16,1% dos médicos classificaram a oferta de medicamentos como inadequada ou totalmente inadequada (notas de 0 a 2) na rede pública. No setor privado, o percentual foi de 3,8%.
Ao todo, 2.338 participantes deram notas de 0 a 5 a itens considerados essenciais ao funcionamento das unidades, como infraestrutura, leitos, medicamentos, entre outros tópicos.
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SUS x particulares
As redes particulares aparecem como as melhores avaliada na pesquisa. Notas negativas chegam a ser até quatro vezes maiores nas unidades públicas com relação às privadas.
O padrão com maior negativação pro SUS se repetiu em 12 dos 13 aspectos avaliados.
