A Procuradoria Geral Eleitoral disse na 4ª feira (21.out.2026) que a Meta -dona do Facebook, WhatsApp e Instagram- descumpriu parte das determinações do Tribunal Superior Eleitoral para o tratamento isonômico de conteúdo das campanhas presidenciais de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) no 2º turno das eleições.
As campanhas de Lula e Flávio acionaram a Justiça Eleitoral por considerarem que foram prejudicadas pela Meta. O ministro Marco Aurélio Bellizze, do TSE, havia dado prazo de 24 horas para a empresa comprovar o cumprimento da decisão que determinou a adoção de medidas para garantir a isonomia entre as campanhas.
Na 3ª feira (20.out), a Meta afirmou ao TSE que cumpriu as determinações da Corte. Segundo a empresa, “os conteúdos relativos às duas candidaturas são tratados de forma igual e não discriminatória”.
No entanto, segundo a manifestação obtida pelo portal g1, o MPE avaliou que a Meta descumpriu “por reconhecimento expresso ou implícito da própria representada” as seguintes determinações:
processamento isonômico das denúncias e relatório dos canais;
informe individualizado dos anúncios reavaliados e suspensos;
informe das providências concretamente adotadas;
reapresentação do relatório sigiloso em língua portuguesa.
A Procuradoria também disse que a campanha de Lula apresentou novos elementos que tratam “de indicativos de novo descumprimento da isonomia já determinada” na ação.
