À medida que as temperaturas globais aumentam, os corais sofrem com águas cada vez mais quentes, o que provoca o branqueamento e, em casos extremos, a morte desse ecossistema. Agora, um novo estudo, publicado na revista Science Advances, sugere que corais saudáveis podem ajudar a regenerar os que estão à beira da morte.
Em experimentos laboratoriais, fragmentos de coral branqueado recuperaram a cor poucas semanas depois de encostar em um pedaço saudável da mesma colônia e geneticamente idênticos. Esse método provavelmente não é capaz, por si só, de restaurar todos os corais doentes ao redor do mundo, mas pode inspirar novas estratégias de recuperação.
Embora se assemelhem a plantas ou rochas, os corais são animais. A maioria das espécies vive em colônias formadas por pequenos organismos chamados pólipos, gerados por cópias de si mesmos e, portanto, geneticamente idênticos. Com o tempo, esses clones secretam esqueletos de calcário e dão origem à estrutura dos recifes de coral marinhos.
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Alguns corais têm uma relação mutualística - aquela que beneficia os dois organismos envolvidos - com algas chamadas zooxantelas. As algas vivem nos tecidos dos corais, que lhes oferecem abrigo e, em troca, recebem a energia que precisam para sobreviver. São elas também as responsáveis pela coloração desses animais.
No entanto, quando a temperatura das águas aumenta, os corais entram em estresse e expulsam as zooxantelas.
