Por Paulo Silveira, cofundador e Chief Vision Officer (CVO) da AluraDurante os últimos anos, acompanhar a evolução da inteligência artificial significou acompanhar uma corrida tecnológica. A cada lançamento surgiam novas comparações, novas tabelas de benchmarks e novas previsões sobre qual empresa estaria mais próxima de liderar a próxima grande transformação digital. Em muitos momentos, parecia que todo o debate poderia ser resumido a uma única pergunta: qual é o melhor modelo disponível hoje?
Depois de uma recente imersão no Vale do Silício, voltei com a sensação de que essa continua sendo uma pergunta relevante. Mas, olhando para o que ouvi e vi ao longo da viagem, ela já não parece ser a pergunta central.
Parte dessa percepção tem relação com a própria experiência de revisitar o Vale do Silício quase dez anos depois da minha primeira passagem pela região. Existe algo curioso quando nos colocamos dentro de um ecossistema que concentra algumas das empresas, investidores e universidades mais influentes do mundo. Assim como acontece quando viajamos para qualquer lugar com uma cultura muito forte, acabamos absorvendo parte das referências e dos comportamentos daquele ambiente.
Quando alguém vai ao Japão, passa a prestar atenção nos hábitos que fazem parte da rotina local. Na França, observa a relação das pessoas com a cidade, a cultura e a gastronomia.
