O termo “apagão de professores” tem sido cada vez mais usado. Principalmente após o último Dia dos Professores na última quinta-feira (15), quando foi divulgada uma projeção do Semesp (Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior de SP) de que o Brasil pode enfrentar um déficit de até 235 mil professores na educação básica até 2040.
Outros estudos recentes reforçam essa preocupação. O Anuário Brasileiro de Educação Básica 2026, divulgado em setembro, apontou uma redução na participação dos estudantes com melhores desempenhos no Enem entre os ingressantes em cursos de Licenciatura.
Em 2020, 22,7% dos novos estudantes desses cursos estavam entre os 20% com maiores notas no exame. O percentual caiu para 14% em 2023, o menor índice da série iniciada em 2018, e chegou a 14,7% em 2024.
De acordo com a pesquisa Panorama da Educação, da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), divulgada no final de setembro, 10,3% dos professores plenamente qualificados do ensino fundamental e médio deixaram a profissão (por aposentadoria ou pedido de demissão) em 2022, em comparação com a média da OCDE de 6,4% em 2024/25. Uma pista sobre esse temido apagão.
Mas, de acordo com as fontes entrevistadas pela CNN Brasil, é preciso levar alguns pontos em consideração. O primeiro é a composição da força docente no país: “O Brasil tem uma força de trabalho majoritariamente mais velha.
