Gravadas com a câmera trêmula de um celular por uma das vítimas, as imagens do interior do apartamento onde vive a advogada, de 42 anos, envolvida em uma avalanche de confusões, revelam o cenário exato de uma tragédia anunciada. Uma névoa densa e cinzenta de fumaça preenchia todos os cômodos do imóvel no 10º andar, enquanto o pânico de moradores ressoava nos corredores, espalhando o terror entre as famílias do residencial localizado em Águas Claras.
No chão da sala, o reflexo do caos: dezenas de latas de cerveja e garrafas de bebidas alcoólicas espalhadas em meio à bagunça generalizada, ao lado de um sofá parcialmente consumido pelas chamas. A fagulha inicial, segundo informações dos moradores, teria sido provocada por um cigarro aceso deixado sobre o estofado.
O princípio de incêndio, contudo, é apenas o capítulo mais recente do tormento vivido pelos moradores do Edifício Uptown Residence, em Águas Claras. Na manhã de terça-feira (20/10), às 8h52, a mesma moradora voltou a aterrorizar o andar. Enrolada apenas em uma toalha de banho, a mulher desferiu uma sequência de chutes violentos contra a porta de uma vizinha de 30 anos. A força dos impactos foi tamanha que a estrutura de madeira quase cedeu.
Delírio com bilionário e “carteiradas”
“Precisei segurar a porta com todo o meu peso para impedir que ela caísse sobre mim.
