Em entrevista ao WW, Fábio Vasconcellos, cientista político e professor da Uerj e da PUC-Rio, os dados agregados das pesquisas, citando a Quaest, indicam que a eleição “está andando de lado”, sem variações significativas nas intenções de voto.
No entanto, ao aprofundar a análise interna dos levantamentos, é possível identificar movimentações relevantes.
Apesar da aparente estabilidade nos números gerais, Fábio ressaltou que as mudanças em eleições muito acirradas, com campos bem estabelecidos, costumam ocorrer primeiro de forma interna, antes de se refletirem nas intenções de voto. “As mudanças são muito marginais”, pontuou.
O especialista indicou que os próximos levantamentos serão fundamentais para confirmar se as variações observadas representam uma tendência consistente ou oscilações dentro da margem de erro.
Vasconcellos também analisou os dados da pesquisa Meio/Ideia sobre o perfil do eleitorado indeciso para o segundo turno das eleições presidenciais de 2026.
O levantamento mostra uma divisão significativa na percepção do que significa “melhorar de vida”. Vasconcellos destacou que essa cisão reflete diretamente as bases de apoio dos dois candidatos.
Para eleitores com afinidade ao empreendedorismo, a preferência recai sobre Flávio, enquanto aqueles que valorizam a carteira de trabalho e a estabilidade do emprego tendem a apoiar Lula.
