Facebook e Instagram
AP Photo/Richard Drew
A Meta, controladora do Facebook e do Instagram, enfrenta uma ação coletiva na Austrália que a acusa de expor crianças a conteúdos prejudiciais e de mantê-las viciadas nas plataformas por meio de algoritmos.
O processo foi apresentado neste mês no Tribunal Federal da Austrália pelo escritório de advocacia MinterEllison. Segundo a Reuters, a ação pode ser a primeira no país a tentar responsabilizar plataformas de redes sociais por supostos danos causados a usuários, especialmente crianças e adolescentes.
A ação foi movida em nome de oito autores que afirmam ter sido prejudicados pela empresa quando tinham menos de 18 anos e pedem indenização.
Em resposta à Reuters, um porta-voz da Meta afirmou: "Estamos cientes dessa alegação e nos defenderemos vigorosamente".
Na segunda-feira, o tribunal emitiu uma ordem de sigilo que proíbe a divulgação de informações que possam identificar os autores do processo, bem como o conteúdo da petição inicial.
Agora no g1
Disputa ocorre em meio a ofensiva regulatória na Austrália
Segundo a Reuters, o processo foi apresentado em um momento de crescente pressão das autoridades australianas sobre as grandes empresas de tecnologia. O país adotou uma legislação inédita que proíbe o uso de redes sociais por menores de 16 anos e discute novas regras que poderiam dar aos usuários a opção de desativar conteúdos recomendados por algoritmos em seus feeds.
Austrália abre ação coletiva contra Meta por danos a crianças
