São Paulo, O jurista Miguel Reale Júnior, um dos autores do pedido de impeachment de Dilma Rousseff (PT), afirma que, caso o senador Flávio Bolsonaro (PL) seja eleito presidente no próximo domingo (25/10), o Brasil pode encarar o retrocesso e riscos institucionais.
No último sábado (17/10), o jurista publicou uma foto fazendo o “L” em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após mobilização organizada pelo deputado André Janones (Rede-MG).
No mesmo dia, ele também assinou um documento em apoio ao quarto mandato do presidente ao lado de outras 14 personalidades, como o ex-senador Aloysio Nunes Ferreira (PSB-SP), a filha de Fernando Henrique Cardoso, Beatriz Cardoso, e o ex-embaixador Rubens Ricupero.
Em entrevista ao Metrópoles, o jurista disse que os eleitores não sabem o passado do senador, que teve apenas dois projetos aprovados durante seus 7 anos de mandato. Ambos estão em tramitação na Câmara dos Deputados.
“Flávio é uma cópia malfeita do pai. Esquece-se do passado, do que foi Flávio. Flávio, como deputado estadual pelo Rio de Janeiro, reiteradamente assumiu a tribuna para elogiar a ditadura, elogiar a Ustra, concedeu uma medalha e homenagem, maior título da Assembleia Legislativa ao miliciano [Adriano] Nóbrega, pôs no seu gabinete a mãe e a irmã de Nóbrega, escreveu um livro em 2017, Mito ou Verdade, no qual elogia o coronel Ustra e o chama de herói”, afirmou o jurista.
