Belo Horizonte -Minas Gerais registrou quase sete casos de estelionato virtual por hora nos primeiros quatro meses de 2026. O estado contabilizou 63.942 ocorrências em 2025, alta de quase 13% em relação ao ano anterior, segundo dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp).
Com o avanço da inteligência artificial (IA), criminosos passaram a utilizar imagens manipuladas, clonagem de voz e vídeos falsos para dar credibilidade a anúncios, perfis e mensagens fraudulentas. A estratégia pode envolver desde falsas ofertas de investimento até campanhas que utilizam, sem autorização, a imagem de pessoas públicas e empresas.
No Brasil, mais de 50,7 milhões de mensagens associadas a golpes foram identificadas no primeiro semestre de 2026, uma média de 3,2 por segundo. No mesmo período, a Serasa Experian identificou 20.840 anúncios, perfis, páginas e aplicativos falsos, volume 27,2% superior ao registrado nos seis primeiros meses de 2025.
Segundo a advogada especialista em Direito Digital, remoção de conteúdo e crimes cibernéticos, Luana Mendes Fonseca de Faria, o uso indevido de imagem pode gerar responsabilização civil e criminal, dependendo das circunstâncias.
Uso de imagem pode gerar indenização
A Constituição Federal protege a imagem, a honra e a privacidade, enquanto o Código Civil prevê mecanismos para impedir o uso não autorizado da imagem e reparar danos decorrentes da violação desses direitos.
