A adoção de hábitos de vida saudáveis e a prática de uma alimentação anti-inflamatória reduzem o processo inflamatório crônico e amenizam os sintomas de dor causados pela endometriose.
Caracterizada pelo crescimento do endométrio, tecido que reveste o interior do útero, fora do seu local de origem, a condição provoca aderências nos órgãos e episódios frequentes de dor severa. Embora as mudanças no cotidiano e na dieta não eliminem os focos da doença nem substituam o acompanhamento médico, intervenções no estilo de vida atuam diretamente no reequilíbrio hormonal e no bem-estar da mulher.
Estilo de vida e estresse na regulação hormonal
A obesidade e o sedentarismo figuram entre os fatores que dificultam a regulação hormonal no organismo, o que potencializa a gravidade do quadro. Por outro lado, a realização frequente de exercícios que promovam a mobilidade da pelve contribui para a melhora da circulação local.
Outro elemento decisivo no controle dos sintomas é o manejo do estresse e do sono. A privação do descanso e o estresse crônico desequilibram a produção de prolactina pela hipófise, alterando a regulação do estrogênio e da progesterona.
“A falta de sono e o estresse atuam como gatilhos. A prolactina alterada interfere direto na progesterona e no estrogênio, gerando um maior refluxo desse tecido para dentro dos órgãos”, explica a ginecologista e obstetra Albertina Takiuti.
