A escassez extrema de água durante a estiagem no interior do Maranhão ameaça a sobrevivência da fauna silvestre. Em Cantanhede, município localizado na zona de transição entre o Cerrado e a Amazônia, a falta de fontes hídricas naturais na estação seca afeta a rotina e o deslocamento de diversas espécies.
Por isso, o estudante Eric Rian, 16 anos, decidiu instalar bebedouros em diversos pontos da região para essas espécies. Para combater o cenário da seca, pontos artificiais de dessedentação, estruturas destinadas ao abastecimento de água para animais, garantem mais de 250 litros de água por semana a répteis, aves e mamíferos que buscam recursos em áreas de vegetação ressecada.
Estudos apontam que períodos prolongados de seca alteram o comportamento dos animais silvestres.
Com a diminuição de riachos e lagoas, as espécies reduzem suas áreas de busca por comida e água ou percorrem distâncias maiores na busca por hidratação, ficando mais expostas a riscos como atropelamentos, caça predatória e estresse térmico. A oferta controlada de água limpa surge como uma alternativa complementar para reduzir o desgaste físico dos animais durante os meses de maior calor.
A iniciativa que transforma a rotina de Cantanhede
A ação voluntária no município maranhense começou a partir do interesse individual do estudante com o ecossistema da região.
