Logo no começo do novo filme da DC Studios, responsável por Batman e Superman, uma mulher dança em uma boate de Gotham City, e algo inédito aparece nos filmes de super-heróis: um mamilo feminino.
Não se trata sequer de uma cena de sexo, apenas de dança. Mas o vestido de Mia (Joana Ribeiro) é tão etéreo que pouco deixa oculto. Pode parecer estranho focar nesse detalhe, mas Cara-de-Barro se apresenta como um filme único entre as produções de super-heróis dos últimos 20 anos. Enquanto os filmes do gênero afastavam aspectos sexuais, continuavam a apresentar elementos de violência, mesmo os mais infantis.
O mamilo, enfim, é uma revolução, mas também uma tentação diabólica. Mia é namorada de um dos gângsteres mais perigosos de Gotham City, Markos Szabo (David Dencik), e, naquela noite, está determinada a seduzir o ator Matt Hagen (Tom Rhys Harries), recém-indicado ao Oscar.
Protagonista do filme, Hagen mora do outro lado do país, em Coast City (que faz um paralelo com Los Angeles), mas voltou à cidade natal, Gotham, para participar de um talk show. Seu melhor amigo e assistente, Corey Bowery (Joshua James), até tenta evitar a aproximação, mas Hagen se entrega a Mia.
Ao acordarem no dia seguinte, o mafioso e seus comparsas já estão no apartamento do ator. A vingança é simples: atacar Matt e desfigurar completamente seu rosto. Assim, a vida do protagonista se transforma. Cirurgias plásticas em série não conseguem reparar os danos.
