“Não basta a Administração jogar dados no sistema, isso não é transparência. Transparência é pegar essas informações e transformar em conhecimento para que o cidadão, ao acessar, tenha a facilidade de compreensão e poder fazer a fiscalização e o controle daquilo”, defendeu Marcos Augusto Carboni, chefe de gabinete da Controladoria Geral do Município. Ele foi um convidados do painel “O papel da transparência no controle das contas públicas”, o terceiro do talk “São Paulo Transparência”, promovido pelo Metrópoles em parceria com a Prefeitura de São Paulo e a SP Negócios, na última terça-feira, 20 de outubro.
A importância da transparência pública para o controle das contas e o fortalecimento da participação cidadã esteve no centro do painel, que também contou com a participação de Eduardo José Grin, professor e pesquisador da FGV-SP, e Liliane Carrillo da Silva, diretora da Divisão de Transparência Passiva da Prefeitura de São Paulo; com mediação da jornalista Valéria Luizetti.
Os painelistas abordaram os mecanismos de acesso à informação, o papel dos órgãos públicos na prestação de contas e a necessidade de tornar os dados governamentais mais acessíveis e compreensíveis para a população.
Informação acessível
Ao discutir o papel da transparência na Administração Pública, Marcos Augusto Carboni destacou a diferença entre as modalidades ativa e passiva de acesso à informação e ressaltou que a simples publicação de dados não é suficiente para garantir a participação cidadã.
