O diretor do Instituto Paraná Pesquisas, Murilo Hidalgo, afirmou em entrevista ao Oeste Sem Filtro desta quarta-feira, 21, que a consolidação das intenções de voto reduz as possibilidades de mudança no segundo turno da eleição presidencial entre Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva.
Segundo os levantamentos recentes, cerca de 95% dos eleitores afirmam não pretender mudar de candidato. Hidalgo também citou índices elevados de rejeição recíproca entre os apoiadores de Lula e Flávio, dificultando a transferência de votos de um lado para o outro.
“Todas as pesquisas de ontem e de hoje, mais apertado ou mais aberto, o Flávio está na frente”, afirmou. Ao analisar a possibilidade de Lula conquistar eleitores do adversário, acrescentou: “Tirar voto do Flávio? Nesse momento, acho pouco provável.”
Para ele, a disputa pelos indecisos é a alternativa restante aos candidatos. Segundo sua estimativa, cerca de 3% do eleitorado ainda está nessa condição. Ele ainda apontou a possibilidade de uma alteração expressiva na abstenção influenciar a disputa, mas considera esse cenário pouco provável.
Abstenção deve apresentar pouca variação, avalia Hidalgo
No primeiro turno, a abstenção chegou a 21,08% do eleitorado. Hidalgo estima uma variação de um a dois pontos porcentuais nesse índice no segundo turno, marcado para domingo 25. O diretor também observou que 20 Estados não terão nova votação para governador.
