O Tribunal Superior Eleitoral enfrenta crescentes dificuldades para acompanhar o avanço das plataformas digitais e combater irregularidades na propaganda eleitoral. O debate ganhou força após a discussão interna na Corte sobre a possibilidade de restringir canais de WhatsApp durante o segundo turno das eleições de 2026.
O cientista político Lucas de Aragão, sócio da consultoria Arko Advice, avaliou que o descompasso entre a legislação eleitoral e as novas ferramentas digitais é estrutural.
“Os problemas que podem vir de tecnologia, inteligência artificial, deepfake, grupos de WhatsApp, esses problemas são digitais. A lei é analógica, você não consegue combater na mesma velocidade”, afirmou Aragão durante o Hora H desta quarta-feira (21).
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Aragão destacou ainda que esse cenário de demora no TSE não é inédito, citando casos anteriores de candidaturas que enfrentaram questionamentos por parte da Corte após as eleições.
“A gente viu em 2014, a chapa Dilma-Temer respondendo por abuso de poder econômico. A chapa de Jair Bolsonaro, em 2018, também respondeu por algumas questões”, relembrou o especialista. Para ele, a tendência é que a situação se repita com frequência.
