Willer Tomaz e Flávio Bolsonaro (PL)
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A Polícia Federal (PF) apura se o advogado Willer Tomaz, amigo do senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), usou uma estrutura coordenada de empresas, sociedades, participação oculta e familiares para dificultar a identificação de valores e o destino de eventuais pagamentos.
Os investigadores apontam que é preciso aprofundar a atuação de Willer Tomaz, especialmente no mercado de loterias do Rio de Janeiro.
Para a PF, chama a atenção a relação de Willer, do ex-presidente da Loteria do Estado do Rio de Janeiro (Loterj), Hazenclever Lopes Cançado, do ex-governador do Rio Cláudio Castro e da Pixs/Rio Pag.
A Pixs/Rio Pag é a operadora de pagamentos de apostas de lotéricas e bets da Loterj.
Ao Supremo Tribunal Federal (STF), a PF afirma que "foram identificados elementos indicativos de vínculo de controle ou propriedade de fato de Willer Tomaz sobre a Rede Loto".
A Rede Loto foi a primeira empresa a obter autorização da Loterj para explorar apostas esportivas de quota fixa, com prazo inicial de até cinco anos.
A análise está no pedido de abertura de inquérito feito pela PF ao STF que indica a suposta prática de lavagem de dinheiro, envolvendo Willer Tomaz e Flávio Bolsonaro.
