A Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea) revisou para cima a safra de algodão do Brasil colhida neste ano e também elevou a projeção para a temporada 2026/27, citando uma possível janela favorável ao plantio no maior exportador global da pluma, conforme comunicado divulgado nesta quarta-feira.
Grande parte do algodão cultivado no Brasil é plantado na segunda safra, notadamente em Mato Grosso, após a colheita da soja. Uma semeadura acelerada da oleaginosa no principal Estado produtor do país traz um cenário favorável.
A estimativa de produção em 2026/27 foi ampliada em 5,9% em relação à previsão de agosto, para 4,267 milhões de toneladas. O volume ficaria próximo das 4,271 milhões de toneladas do ciclo anterior, cuja estimativa da Anea subiu 2,2% ante o volume previsto em agosto.
“A revisão (de 2026/27) considera a janela favorável de plantio da soja e as indicações dos produtores sobre as projeções para o próximo ciclo”, disse o presidente da Anea, Dawid Wajs, ponderando em nota que a entidade acompanha os riscos climáticos, especialmente aqueles relacionados ao El Niño.
Com duas safras consecutivas em patamares recordes acima de 4,2 milhões de toneladas, o Brasil deverá manter volumes expressivos na exportação, já que a demanda está firme, disse Wajs.
