O principal réu no julgamento pela morte de Diego Maradona, o neurocirurgião Leopoldo Luque, é um “bode expiatório neste caso”, afirmou, nesta quarta-feira, um de seus advogados de defesa, na fase final do processo.
Maradona morreu em 25 de novembro de 2020, aos 60 anos, vítima de uma parada cardiorrespiratória e edema pulmonar, enquanto estava em regime de internação domiciliar em Tigre, ao norte de Buenos Aires.
No local, ele se recuperava de uma cirurgia para tratar um hematoma subdural, realizada três semanas antes na Clínica Olivos. Luque, de 45 anos, foi quem promoveu a intervenção, mas não atuou como o cirurgião principal.
O Ministério Público pede uma pena de 12 anos de prisão para Luque, que era médico pessoal de Maradona nos anos que antecederam sua morte. Ele é acusado de homicídio com dolo eventual, uma figura jurídica que pressupõe que o réu tinha consciência de que suas ações ou omissões poderiam levar à morte.
Em suas alegações finais, o advogado Roberto Rallín afirmou que sua equipe não defenderá “a inocência de Luque com slogans televisivos, mas sim com provas que a fundamentem”. Ele também refutou a tese da acusação, segundo a qual a morte do ex-jogador era evitável.
A defesa sustenta que Maradona não apresentava sinais de alerta que indicassem um risco iminente ao astro, e que o evento que resultou em sua morte foi repentino e imprevisível.
