A campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta 4ª feira (21.out.2026) que o presidente não se opõe às condições impostas pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) para abrir os próprios sigilos bancário e telefônico. Entre as exigências está a divulgação dos dados de Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, ex-chefe de gabinete da Presidência. O time petista afirma que ele também aceitou a proposta.
A declaração foi feita pelo senador Camilo Santana (PT-CE), porta-voz da campanha, em entrevista no QG da candidatura, no Lago Sul, em Brasília.
Santana estava acompanhado do ministro da Secom, Sidônio Palmeira, e do ministro da Secretaria Geral da Presidência Guilherme Boulos, ambos licenciados para atuar na campanha.
“Não se opõe a absolutamente nada do que ele está colocando como condicionante”, declarou Camilo. O porta-voz, porém, cobrou que Flávio também cumpra todas as solicitações apresentadas por Lula ao Tribunal Superior Eleitoral. Uma delas seria referente a Alcazar Holdings.
A offshore é ligada ao advogado Willer Tomaz, amigo do senador e investigado pela Polícia Federal (PF) por suspeita de lavagem de dinheiro. Flávio havia condicionado a abertura de seus sigilos à divulgação de informações de Marcola, além de dados do Instituto Lula e de outros registros relacionados ao presidente.
