Levantamento do jornal O Estado de S. Paulo afirma que o "pacote de bondades" do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já soma R$ 405 bilhões em ano eleitoral. A ferramenta monitora os desembolsos federais em tempo real e contabiliza programas de crédito, subsídios e renúncias de receitas.
O montante inclui a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 7 mil, benefícios sociais como Bolsa Família, Pé-de-Meia e Gás do Povo, além de gastos com publicidade institucional. A conta também computa iniciativas fora do Orçamento, como o Desenrola Brasil e o Luz do Povo, que é pago pelos demais consumidores de energia.
O valor total varia ao longo do ano porque o Planalto anuncia novas medidas com frequência na corrida eleitoral. Entre os pacotes recentes estão o reajuste de 15% no Bolsa Família, o Desenrola 3.0, o perdão de dívidas para microempreendedores e a proposta de tarifa zero no transporte público aos domingos, enviada ao Congresso na semana do segundo turno.
Especialistas avaliam que a sequência de benefícios aumenta o endividamento público. Para Selene Nunes, ex-secretária de Fazenda de Goiás, o custo econômico não desaparece. "Se o governo concede subsídio, assume risco ou se endivida, alguém paga essa conta", afirmou ao Estadão. "Hoje ou no futuro."
Daniel Couri, consultor de orçamentos do Senado, aponta falta de compromisso com o ajuste fiscal. "Não duvido que intensifique os incentivos, dobrando a aposta", declarou.
