O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) poderá gastar até R$ 9 bilhões para comprar dívidas de pessoas físicas e MEIs (microempreendedores individuais) no âmbito do Desenrola 3.0. O valor considera uma carteira estimada em R$ 90 bilhões e o desconto mínimo de 90% exigido das instituições financeiras que participarem do leilão.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou nesta 4ª feira (21.out.2026) que o governo publicará na 5ª feira (22.out.) um edital para identificar os bancos e fundos interessados em vender suas carteiras de dívidas. A iniciativa integra o pacote de medidas de renegociação de débitos anunciado pelo governo Lula em ano eleitoral, às vésperas do 2º turno.
Segundo o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, que participou do anúncio, caso os R$ 90 bilhões em dívidas sejam ofertados, a compra de toda a carteira exigiria, no máximo, R$ 9 bilhões, considerando o desconto mínimo de 90%.
“Se no limite esses R$ 90 bilhões de dívidas forem ofertados, de partida a gente saberia que no máximo consumiriam R$ 9 bilhões para a gente adquirir tudo”, afirmou Ceron.
O montante, porém, não representa uma despesa já autorizada para o leilão. Durigan afirmou que o governo ainda avaliará o volume das dívidas oferecidas, as faixas de renda dos devedores e as condições fiscais antes de definir quanto efetivamente será gasto.
“Não necessariamente será sobre todo o montante dos R$ 90 bilhões”, declarou o ministro.
