As taxas dos DIs exibiram baixas durante boa parte da sessão, mas encerraram a quarta-feira (21) próximas da estabilidade, refletindo as dúvidas sobre o resultado da eleição presidencial no próximo domingo e as preocupações do mercado em torno da área fiscal.
Com menor influência nesta quarta-feira sobre a renda fixa brasileira, os rendimentos dos Treasuries operavam próximos da estabilidade neste fim de tarde.
A taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2028 estava em 12,775% no fim da tarde, praticamente estável ante o ajuste de 12,779% da sessão anterior. Na ponta longa da curva a termo, a taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 12,735%, com recuo de 2 pontos-base ante 12,756%.
Na terça-feira as taxas futuras cederam no Brasil refletindo certo otimismo dos investidores com as pesquisas eleitorais mais recentes, que mostraram Flávio à frente de Lula, ainda que em vários levantamentos os dois estejam em empate técnico.
Por trás do movimento está a leitura de que com Flávio no Planalto crescem as chances de um maior controle das contas públicas - mesmo que o candidato e seus porta-vozes econômicos não tenham apresentado até o momento propostas concretas de ajuste.
Nesta quarta-feira nova pesquisa da Quaest mostrou que Flávio segue numericamente à frente - mas com uma margem menor, de apenas 1 ponto-percentual. De acordo com o levantamento, Flávio soma 45% das intenções de voto, contra 44% de Lula.
