Flávio Bolsonaro (PL) investiu mais de R$ 9 milhões em impulsionamento de conteúdo nas redes sociais, enquanto a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) destinou cerca de R$ 2,6 milhões à mesma estratégia. A apuração é do analista de Política da CNN Matheus Teixeira no CNN 360°.
Os dados constam nas declarações parciais de prestação de contas registradas no site do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), atualizadas de forma quase que em tempo real durante o período eleitoral.
O que a legislação permite
De acordo com Matheus Teixeira, a legislação eleitoral não permite que o impulsionamento seja utilizado para criticar adversários. O recurso é autorizado apenas para enaltecer os próprios feitos, a biografia e o projeto apresentado pelo candidato ao país.
“A legislação não permite usar o impulsionamento para criticar o adversário”, explicou Teixeira. “Para enaltecer os próprios feitos e a própria biografia e o projeto apresentado para o país, está liberado.”
Como funciona o impulsionamento
O impulsionamento funciona de maneira semelhante à publicidade digital utilizada por empresas e usuários comuns nas redes sociais. As campanhas contam com equipes especializadas que direcionam as publicações para públicos específicos, ampliando o alcance das mensagens.
Conforme destacou Teixeira, quanto mais recursos são investidos nessa estratégia, maior é o número de usuários alcançados.
