O líder do PT no Senado e coordenador da campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Camilo Santana, protocolou nesta quarta-feira (21/10) um projeto de lei para proibir que integrantes do Legislativo atuem como advogados em processos judiciais de crimes contra a vida.
O texto foi batizado pelo senador de “Lei Ana Clara”, em referência ao caso da menina de 5 anos morta a tiros de fuzil durante uma ação da Polícia Militar no Rio de Janeiro. Camilo citou a atuação do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) na defesa do cabo Brunos Dias Delaroli, réu pelo crime.
O caso ganhou projeção nacional após o debate presidencial entre Lula e Flávio realizado no último domingo (18/10), na Band. Na ocasião, o petista cobrou explicações de Flávio sobre o assunto.
Em 2024, o senador começou a atuar como advogado de Bruno, que integra o 12º Batalhão da Polícia Militar. Ele é acusado de matar a criança com um tiro de fuzil calibre 7,62, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio. Depois do crime, Delaroli foi preso em flagrante, mas responde em liberade desde novembro de 2021, com medidas cautelares.
Se aprovado, o projeto impede que deputados federais, senadores, deputados estaduais e vereadores exerçam a advocacia em casos que envolvam crimes dolosos contra a vida.
