A possibilidade de checar em tempo real as declarações dos candidatos à Presidência ganhou força no segundo turno das eleições de 2026. Após as sabatinas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), na TV Globo, e do debate da Band, no último domingo (18/10), internautas e profissionais da imprensa passaram a cobrar a adoção da medida nos próximos encontros entre os presidenciáveis.
Na internet, uma petição no site Change.org já ultrapassou 700 mil assinaturas em defesa da checagem em tempo real no próximo debate da Globo entre os presidenciáveis, marcado para esta sexta-feira (23/10). Especialistas ouvidos pelo Metrópoles, no entanto, afirmam que as dificuldades para implementar a medida vão muito além da capacidade técnica das emissoras.
O que é a checagem de fatos?
A verificação da veracidade de declarações, pronunciamentos e notícias sempre fez parte do trabalho jornalístico. Ao Metrópoles, a professora de jornalismo da Universidade de Brasília (UnB) Rafiza Varão explica que o crescimento da internet e das redes sociais ampliou a necessidade de verificar as informações que circulam no ambiente virtual.
A checagem de fatos como prática especializada, realizada por agências independentes, ganhou força há quase duas décadas, impulsionada pela expansão da internet e das mídias sociais.
