O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou indícios de irregularidades graves em 15 das 24 obras públicas fiscalizadas no âmbito do Fiscobras 2026. O resultado foi aprovado por unanimidade pelo plenário da Corte nesta quarta-feira, 21, durante a análise da consolidação da 30ª edição do programa.
As 24 fiscalizações abrangeram um volume de aproximadamente R$ 6,1 bilhões em recursos e uma dotação orçamentária de cerca de R$ 4,37 bilhões. Das obras analisadas, 62,5% apresentaram indícios de irregularidades consideradas graves.
Todas as obras fiscalizadas pelo TCU contam com dinheiro repassado pelo governo Lula. No caso do Metrô de Teresina, por exemplo, o Executivo federal investiu cerca de R$ 500 milhões.
Apesar dos problemas identificados, nenhuma obra recebeu, na consolidação, a classificação de irregularidade grave com recomendação de paralisação, conhecida pela sigla IGP.
TCU aponta possível prejuízo de R$ 40,7 milhões em metrô
O caso de maior gravidade envolve o Metrô de Teresina, no Piauí. A unidade técnica do TCU apresentou proposta de recomendação de paralisação da obra em razão de indícios de sobrepreço e duplicidade de itens no orçamento contratado.
O potencial prejuízo aos cofres públicos foi estimado pelos auditores em R$ 40,72 milhões. A eventual classificação definitiva da obra como caso de irregularidade grave com recomendação de paralisação. Contudo, ainda depende de decisão específica do tribunal.
