A campanha de Luiz Inácio Lula da Silva apresentou nesta quarta-feira, 21, um mandado de segurança para suspender os efeitos de decisões do presidente da Corte, Kassio Nunes Marques, sobre o canal de WhatsApp “Exército do Lula”. A coligação também pediu que a análise das medidas fique concentrada na Corregedoria-Geral da Justiça Eleitoral.
Administrado pelo deputado André Janones (Rede-MG), o canal ultrapassou 7,1 milhões de seguidores nesta quarta-feira, a quatro dias do segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro (PL).
A ação contesta suspensões temporárias, condições impostas ao funcionamento do canal e a exigência de comunicação de seu endereço eletrônico à Justiça Eleitoral.
A defesa petista sustentou que a presidência do TSE extrapolou suas atribuições ao tratar administrativamente de questões que deveriam ser examinadas em processo judicial, com contraditório e direito de defesa. A coligação também acusou a campanha adversária de recorrer a vias simultâneas, com risco de decisões conflitantes.
Campanha contesta vínculo com o canal
Outro pedido busca impedir que o registro do endereço eletrônico seja considerado, por si só, reconhecimento de vínculo entre o “Exército do Lula” e a candidatura petista. A controvérsia envolve uma ação de investigação judicial eleitoral apresentada por Flávio contra Janones e a chapa de Lula.
