O Tribunal de Contas da União (TCU) autorizou nesta quarta-feira (21) a assinatura de um acordo para a devolução de 3 mil quilômetros de trechos ferroviários inoperantes da Malha Nordeste. O entendimento envolve a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), o Ministério dos Transportes e a Ferrovia Transnordestina Logística (FTL).
A indenização prevista à União foi mantida em R$ 1,785 bilhão. A decisão, porém, não implica pagamento imediato nem assegura a extensão do contrato de concessão. A eficácia do acordo ficará condicionada à futura prorrogação da concessão, prevista para 2028.
No voto, o relator, ministro Walton Alencar, avaliou que a solução negociada pode ser mais vantajosa para a administração pública do que uma eventual caducidade da concessão. Segundo a análise apresentada ao TCU, nesse cenário alternativo a indenização pelos trechos passíveis de ressarcimento poderia chegar a cerca de R$ 3,1 bilhões.
Pelo acordo, a concessionária também deverá cumprir obrigações ligadas à desativação dos trechos devolvidos, à regularização ambiental e fundiária e ao georreferenciamento das áreas. O pacote inclui ainda R$ 136,28 milhões em investimentos para mitigação de conflitos urbanos.
O TCU determinou que os recursos decorrentes do acordo não poderão ser usados para financiar obrigações de manutenção que já cabiam à concessionária.
