O setor de previdência complementar fechada no Brasil registrou crescimento expressivo na última década, com avanço de 82% do patrimônio em dez anos, segundo dados da Abrapp (Associação Brasileira de Entidades Fechadas de Previdência Complementar).
Apesar do crescimento robusto, o setor reconhece que mais de 50 milhões de brasileiros ainda estão fora do sistema previdenciário.
Para enfrentar esse desafio, a Abrapp propõe a criação de um modelo de micropensões, inspirado em experiências internacionais, voltado especialmente para trabalhadores autônomos, informais e de plataformas digitais.
A proposta prevê a formação de reservas previdenciárias vinculadas ao CPF de cada trabalhador, independentemente do modelo de contratação, com contribuições de baixo valor mensal feitas tanto pelo trabalhador quanto pelas empresas ou plataformas digitais.
O tema foi um dos destaques nos debates do 47º Congresso Brasileiro da Previdência Privada, reallizado nesta quarta-feira (21), em São Paulo, reunindo especialistas e empresários do segmento.
Devanir Silva, diretor-presidente da Abrapp, explicou a lógica do modelo: “Se a cada R$ 10 esse motorista ou esse entregador contribuir com R$ 0,50 e a plataforma com R$ 0,60, ele vai ter uma aposentadoria digna.”
Silva destacou ainda que o sistema contemplaria um plano de capitalização baseado em juros compostos, além de uma proteção por seguros contra danos pessoais e materiais.
