A exportação de madeira bruta pelo Brasil deve cair pela metade até 2026, segundo projeções recentes. O impacto das tarifas impostas pelos Estados Unidos e questões logísticas são os principais fatores que contribuem para essa redução.
Impacto das tarifas
A sobretaxa aplicada pelo governo Trump no início de 2022 afetou diretamente a competitividade da madeira brasileira no mercado internacional. Apesar de a madeira bruta representar um volume e receita cambial significativos, a participação dos Estados Unidos nas importações brasileiras é considerada pequena.
Dados de exportação
Em 2022, o Brasil exportou 2.000 toneladas de madeira bruta.
Projeção para 2025 é de 1.000 toneladas.
Em 2026, a expectativa é que a exportação caia para 635 toneladas.
A receita cambial deve diminuir de quase 200 milhões de dólares em 2022 para 93 milhões de dólares em 2026.
Principais compradores
Atualmente, os principais compradores da madeira bruta do Brasil são:
Portugal
Índia
China
Motivos da queda nas exportações
Três fatores principais explicam a queda nas exportações de madeira bruta:
Custos logísticos elevados que diminuem a competitividade.
Restrições ambientais impostas por países europeus.
Aumento da demanda por madeira para celulose, que agrega maior valor ao produto.
Embora a queda na exportação de madeira bruta seja preocupante, o Brasil tem visto um crescimento nas exportações de celulose, refletindo uma transformação positiva no setor madeireiro.
