O juiz Osvaldo Tovani, da 8ª Vara Criminal de Brasília, condenou dois ex-funcionários do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF) e o dono da empresa de alimentação Salutar por corrupção. Segundo o processo, a empresa pagava propina a integrantes da alta administração do instituto em troca de favores e benefícios em relação aos contratos da Salutar com o Iges.
A sentença foi publicada nessa terça-feira (20/10). Segundo o processo, Caio Falcão, que atuava como vice-presidente do Iges e Alessandra Lobato, que estava na Chefia de Gabinete da Presidência atuaram junto ao empresário Waldenes Barbosa.
O sócio da Salutar oferecia e pagava propina para obter “favorecimentos relacionados à execução do contrato, notadamente orientação e encaminhamento de demandas da empresa, antecipação de pagamentos, tratamento de glosas e acesso a informações sobre a tramitação e as decisões internas do instituto”.
O juiz concluiu que Caio aceitou e recebeu propina no valor de R$ 1 milhão, valor corresponde ao conjunto das vantagens pagas pelo empresário. Ele foi condenado a dois anos de reclusão, em regime inicial aberto, além de multa.
Já Alessandra foi condenada por receber R$ 309 mil em troca de pedidos como a antecipação de pagamentos para a Salutar e o envio de informações sobre a tramitação de demandas da empresa junto ao Iges. Também foi condenada a dois anos de reclusão, em regime inicial aberto, além de multa.
