Um time de cientistas australianos identificou um novo tipo de depressão que afeta uma em cada quatro pacientes com a doença: a depressão circadiana. Segundo os pesquisadores, problemas no relógio biológico podem contribuir para piorar a saúde mental.
Os resultados foram publicados nessa terça (20/10) na revista científica British Journal of Psychiatry. A depressão circadiana seria caracterizada por sono interrompido, baixa energia e atividade física reduzida durante o dia, tendendo a ter sintomas depressivos mais severos e que começam em pessoas mais jovens do que em outros tipos da doença.
Participaram do estudo 11.380 pessoas com depressão severa, e 2.604 se encaixaram em pelo menos três dos seis critérios propostos pelos pesquisadores. Faziam parte:
Sonolência durante o dia;
Acordar se sentindo cansado;
Dormir muito tarde;
Humor relacionado a mudanças na luz e nas estações do ano;
Sono atrasado;
Jet lag social (descompasso entre o relógio biológico e o calendário social).
Estudos anteriores há tinham apontado a relação entre o chamado relógio biológico e a depressão. O ciclo é controlado pelo cérebro e regula o sistema de sono-vigília, além de estar relacionado a hormônios e à digestão. Pessoas como o processo desregulado podem apresentar ganho de peso, piora na concentração e dificuldade para dormir.
