O Tribunal de Contas da União (TCU) apontou nesta quarta-feira (21) indícios de irregularidades graves em 15 das 24 obras analisadas no Plano Anual de Fiscalização de Obras Públicas (Fiscobras) de 2026. Entre os empreendimentos fiscalizados, o metrô de Teresina (PI) foi classificado com indício de irregularidade grave e recomendação de paralisação, medida que ainda depende de deliberação da Corte.
As fiscalizações abrangem obras com volume total de recursos de R$ 6,1 bilhões. Desse montante, R$ 4,4 bilhões correspondem a valores previstos na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026, conforme dados preliminares do levantamento.
Além do metrô de Teresina, outras 14 obras receberam classificação de irregularidade grave, mas sem impedimento de continuidade. No caso da obra no Piauí, o TCU apontou indícios de sobrepreço e duplicidade no orçamento.
O levantamento também definiu dez obras prioritárias, com valor estimado em R$ 524,8 milhões. Segundo o tribunal, a seleção considerou o risco de manutenção de baixo ritmo de execução por insuficiência de recursos. A relação inclui o acesso ao Porto Murtinho (MS), a ponte do Xingu (PA), o remanescente do Lote 1C da BR-319 (AM), o tronco norte da BR-116 (RS), os remanescentes da BR-070 (GO), a implantação da divisa BA/MG-Almenara, a travessia de Juazeiro (BA), Navegantes-Rio do Sul (SC), o acesso ao terminal portuário de Capuaba (ES) e a duplicação Fortaleza-Pecém, da BR-222.
