A confirmação de um foco de doença de Newcastle no sul do Brasil gerou preocupações no setor avícola e já trouxe impactos para o comércio internacional. Após o México e a China adotarem restrições à importação de carnes de aves de Santa Catarina, o Chile também decidiu restringir a entrada de produtos avícolas catarinenses.
Esse cenário reacende o alerta sobre os efeitos sanitários e econômicos para a cadeia produtiva. Para discutir o assunto, o especialista em comércio exterior, Jackson Campos, foi convidado a analisar as consequências das restrições.
Impactos imediatos das restrições
Jackson Campos destacou que a falta de exportação para esses países é o principal impacto imediato. Os produtos que seriam enviados para o México, China e Chile deixaram de ser exportados, o que pode resultar em:
Excesso de oferta no mercado interno
Pressão sobre os preços pagos aos produtores
Apesar da preocupação, Campos acredita que a maioria da carne exportada para a China, que é o maior volume, refere-se a cortes que não são consumidos amplamente no Brasil, como pés de frango.
Aprendizados do Brasil em controle sanitário
O especialista ressaltou que o Brasil é um exemplo em controle sanitário, possuindo tecnologia avançada e restrições rigorosas em relação a riscos sanitários. Em casos de ocorrências como essa, o país realiza rapidamente um autoembargo e um plano de controle para mitigar a crise.
