O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) informou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que aceita abrir seus sigilos bancário, fiscal e telefônico dos últimos 20 anos, mas impôs condições ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e classificou o desafio do petista como “promessa vazia”.
Em manifestação enviada ao ministro André Mendonça, na tarde desta quarta-feira (21/10), Flávio exigiu que Lula divulgue informações sobre gastos do governo federal, a agenda da primeira-dama Janja e o uso de helicópteros da Presidência.
A resposta ocorre após Lula propor a abertura dos próprios sigilos e dos familiares, desde que Flávio também adotasse a medida.
Flávio afirma, no documento, que não tem nada a esconder e autoriza a divulgação de informações bancárias, fiscais e telefônicas de quatro empresas das quais é sócio ou administrador. O candidato também diz não se opor à divulgação de todas as mensagens trocadas com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
“O pedido é mais uma promessa vazia de Luiz Inácio Lula da Silva. É mais uma tentativa de ludibriar o eleitorado com palavras bonitas, porém despidas de qualquer substância. A abertura proposta não mostraria nada ao eleitor, e o candidato sabe disso”, cita a peça.
Os advogados prosseguem: “Seria uma verdadeira quebra para inglês ver, um mero gesto feito para as câmeras, nada mais do que demagogia barata a 5 (cinco) dias do segundo turno.
