BRASÍLIA - O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, manifestou o seu posicionamento desfavorável a modificações de última hora na regulamentação que envolve o processo das eleições. A discussão recente nos bastidores da Justiça Eleitoral envolve uma proposta de minuta elaborada pela vice-presidência para restringir a atuação de contas e perfis de grande alcance em plataformas de mensagens.
O documento em debate sugere a proibição de funcionamento para canais com audiência expressiva no intervalo que compreende 48 horas antes da votação e 24 horas após o encerramento do pleito. A medida gerou debates internos após circular entre os ministros da Corte como uma tentativa de resguardar a integridade e evitar desequilíbrios na reta final da disputa nas urnas.
Discussões internas na Corte Eleitoral
Apesar da circulação do texto redigido pelo vice-presidente do tribunal, o chefe do TSE frisou que nenhuma deliberação foi formalizada de forma isolada ou precipitada. O tema foi debatido em encontros reservados entre os magistrados com o intuito de analisar o impacto das ferramentas tecnológicas e do impulsionamento de conteúdos na reta decisiva das campanhas.
Enquanto os debates seguem em nível interno, o colegiado avalia se há necessidade de adotar travas adicionais para proteger o pleito contra fluxos intensos de desinformação nos momentos mais críticos da votação, respeitando sempre o rito de deliberação coletiva da instituição.
