Em 2025, o mercado brasileiro de fragrâncias movimentou mais de R$ 50 bilhões em vendas no varejo, um crescimento que representa 10% em relação ao ano anterior, conforme dados divulgados pela Euromonitor.
O avanço acompanha as mudanças na forma como os consumidores se relacionam com a indústria de perfumaria. Além disso, a duração de um aroma também passou a ser um dos principais particularidades consideradas na hora de concluir a compra.
Mas, afinal, o que faz um perfume parecer durar mais do que outro? Indo além da concentração, que influencia no desempenho do produto, outros aspectos também estão envolvidos nesta resposta. Tipo de pele, forma de aplicação, temperatura ambiente, expectativas do consumidor e até mesmo a maneira como o cérebro processa o odor interferem na maneira como cada pessoa percebe uma respectiva fragrância.
Segundo Iara Braúna, gerente de Estudos Sensoriais da ALS Beauty & Personal Care, responder essa pergunta exige avaliações que vão além da experiência individual.
“Os testes sensoriais permitem caracterizar tecnicamente uma fragrância por meio de atributos como intensidade, evolução olfativa, difusão e duração. Essas avaliações seguem metodologias padronizadas e ajudam a comparar diferentes formulações de forma consistente, fornecendo informações que apoiam o desenvolvimento e a validação dos produtos”, diz.
