Especialistas independentes da ONU pediram, nesta quarta-feira (21), que a Meta investigue se seus sistemas de moderação, recomendação e inteligência artificial restringiram de forma desproporcional conteúdos de um dos lados da disputa eleitoral brasileira.
Os peritos querem explicações sobre os critérios usados pela empresa, as restrições relatadas e os mecanismos de contestação disponíveis. A preocupação é que decisões das plataformas prejudiquem a liberdade de expressão e o equilíbrio entre as campanhas.
Relatos apontam diferenças no funcionamento das plataformas
Os problemas relatados envolvem Instagram, WhatsApp e Facebook. Segundo os especialistas, informações de monitoramento e relatos atribuídos a funcionários da própria Meta sugerem que contas ligadas a um dos lados da corrida presidencial foram afetadas de maneira desproporcional.
Entre os episódios mencionados estão interrupções temporárias no perfil de campanha de um candidato, diferenças na contagem de visualizações e restrições a publicações no Instagram. Os observadores também apontaram possíveis disparidades na geração de imagens por inteligência artificial, nos resultados de busca por canais do WhatsApp e na distribuição de Stories.
“Informações, inclusive de funcionários da Meta, sugerem que contas vinculadas a um dos lados da disputa presidencial foram afetadas de forma desproporcional”, afirmam os peritos.
