O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro afirmou, nesta quarta-feira (21), que vai aceitar o desafio proposto pelo seu advesário, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de quebrar o sigilo telefônico e bancário, mas impôs condições.
Para o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, Lula precisa quebrar o sigilo de Marcola, ex-assessor da Presidência e liberar os dados do cartão corporativo da primeira-dama, Janja da Silva.
“Agora segura aí marginal. Você não tem celular. Sabe quem recebe as ligações por você? O Marcola. O Lula tem o Marcola do lado dele. É esse Marcola que abria as portas pro Lulinha, o filho dele, fazer negócios em todos os ministérios. Então eu abro meu sigilo do telefone sim, mas o Marcola tem que abrir o dele, concorda?”, disse Flávio durante agenda em Guarulhos, região metropolitana de São Paulo.
“Pra eu abrir meu sigilo, você [Lula] vai abrir o sigilo do Instituto Lula. E tem mais uma condição: você vai abrir o sigilo do seu cartão corporativo e da Janja”, afirmou.
Na última terça-feira (20), Lula apresentou ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e ao STF (Supremo Tribunal Federal) um documento que autoriza a liberação dos sigilos bancário, fiscal e telefônico dele e de seus familiares desde que Flávio Bolsonaro faça o mesmo.
No documento, o petista elenca na lista, por exemplo, a primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, e seu primogênito Fábio Luiz Lula da Silva, o Lulinha.
