A língua portuguesa é marcada por expressões e ditados populares utilizados em diferentes situações do cotidiano. Entre eles está o famoso “a pressa é inimiga da perfeição”, usado para definir situações em que a falta de paciência ou o excesso de velocidade podem comprometer o resultado final.
A expressão foi usada pela primeira vez no início do século XX pelo advogado, jornalista, escritor e jurista baiano Rui Barbosa, que criticou o curto espaço de tempo em que o Código Civil brasileiro era redigido. Na chamada Réplica, publicada em 1903, Barbosa escreveu negativamente sobre a redação e os erros de linguagem do documento, usando a frase como forma de “alfinetar” o governo.
Em 1907, de acordo com a Academia Brasileira de Letras, Barbosa foi escolhido como o representante brasileiro para a 2ª Conferência Internacional de Paz de Haia, na Holanda. Em seu discurso no evento, ele voltou a usar a expressão de uma forma diferente, dizendo: “a pressa é também a mãe do tumulto e do erro”.
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O encontro internacional histórico teve como objetivo estabelecer a paz e a igualdade jurídica e evitar conflitos entre as nações.
