BRASIL - Ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) discutiram a possibilidade de restringir canais políticos no WhatsApp com mais de 200 mil seguidores nas 48 horas anteriores ao segundo turno das eleições, marcado para domingo (25). A proposta foi debatida em reuniões realizadas na sexta-feira (16) e na terça-feira (20), mas não deve avançar, segundo informações de integrantes da Corte.
A discussão envolveu o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, e o vice-presidente do tribunal, André Mendonça. A minuta de resolução elaborada por Mendonça prevê equiparar as regras de proibição de impulsionamento de conteúdo eleitoral aos canais de transmissão em aplicativos de mensagens e plataformas digitais.
Entre os canais que poderiam ser afetados estão o “Exército do Lula”, ligado à campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e a “Tropa do Flávio”, associado à campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL).
Em nota, o gabinete de André Mendonça informou que o tema foi discutido pelos ministros em conjunto e que a elaboração da minuta ficou a cargo do vice-presidente do tribunal, conforme a tradição da Corte.
O presidente do TSE, Nunes Marques, afirmou à TV Globo não ser “favorável a mudança de última hora”.
