A queda da rejeição de Lula e a melhora da avaliação de seu governo tornam a reta final da eleição mais favorável ao presidente, embora esses movimentos ainda não tenham se convertido em crescimento nas intenções de voto. Essa é a avaliação de cientistas políticos ouvidos pela coluna sobre a pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (21/10).
Em um mês, a rejeição de Lula caiu oito pontos percentuais: passou de 55%, em 21 de setembro, para 47% agora. Nesse intervalo, marcou 54% em 28 de setembro e 53% na rodada anterior. A rejeição de Flávio Bolsonaro também recuou, mas em ritmo menor: de 56% para 52% no período, passando por 54%.
A diferença importa porque Lula conseguiu ficar abaixo da metade do eleitorado nesse indicador, enquanto o senador permanece rejeitado pela maioria. Na comparação com a pesquisa anterior, o presidente caiu seis pontos, e Flávio, dois.
Os especialistas ponderam que a ideia, frequentemente repetida, de que um candidato com mais de 50% de rejeição não consegue se eleger precisa ser examinada à luz desta disputa. Com os dois nomes enfrentando resistência elevada, o patamar representa um obstáculo importante, mas não permite decretar uma derrota.
O mesmo cuidado vale para a avaliação do governo. Uma aprovação baixa dificulta a reeleição, mas não a inviabiliza automaticamente. O resultado depende também de quem é a alternativa e de como o eleitor a enxerga.
É nesse ponto que os cientistas políticos identificam um movimento favorável a Lula.
