São Paulo, A Justiça Federal aceitou a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) e tornou réus o dono da Voepass, José Luiz Felício Filho, e outros 11 ex-funcionários da empresa pela tragédia que matou as 62 pessoas a bordo do voo 2283, que caiu em agosto de 2024 em Vinhedo, no interior de São Paulo. A denúncia foi apresentada em setembro deste ano.
De acordo com a promotoria, entre os réus estão pessoas que compunham a cúpula da Voepass, membros da alta administração e ocupantes de diretorias e outros postos de chefia à época do acidente.
Também responderão pelos crimes dois funcionários que tiveram contribuição direta para o desfecho trágico daquele voo. Outras quatro pessoas indiciadas pela Polícia Federal (PF) após as investigações firmaram acordos de não persecução penal e, por isso, não foram incluídas na denúncia do MPF.
A denúncia apresentada aponta uma sequência de problemas relacionados à manutenção das aeronaves e à gestão da segurança operacional da companhia. Para o MPF, o acidente em Vinhedo foi resultado de um conjunto de decisões e práticas irregulares e poderia ter sido evitado se os denunciados tivessem agido conforme as regras da aviação.
Os crimes atribuídos aos denunciados relacionam-se à própria queda da aeronave e ao risco ao qual passageiros e tripulantes foram submetidos nos três voos imediatamente anteriores realizados com o mesmo avião.
