Belo Horizonte, Uma mulher de 59 anos, acusada de matar a própria neta, de 9 anos, com um bolo envenenado, foi absolvida pelo Tribunal do Júri de São Francisco, no Norte de Minas Gerais. O julgamento de Izabel Cardoso de Andrade ocorreu nessa segunda-feira (19/10), após ela ser denunciada por homicídio qualificado e tentativa de homicídio contra outra neta, de 11 anos.
Ao Metrópoles, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) confirmou a absolvição, fundamentada no artigo 386, inciso V, do Código de Processo Penal (CPP). O dispositivo estabelece que o réu deve ser absolvido quando não existem provas de que tenha participado do crime.
“Julgo improcedente a pretensão punitiva estatal para absolver a ré Izabel Cardoso de Andrade, com fundamento no art. 386, V, do Código de Processo Penal, em relação às imputações deduzidas nestes autos”, diz trecho da decisão.
Izabel estava presa desde 19 de setembro de 2025. Após o julgamento, o alvará de soltura foi expedido ainda no plenário do júri e cumprido na manhã dessa terça-feira (20/10), quando ela deixou a prisão.
Bolo envenenado
O caso ocorreu em 23 de julho de 2025. Segundo a denúncia do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), Izabel teria preparado um bolo caseiro e servido o alimento às netas Alana dos Santos Cardoso Marques, de 9 anos, e Alice dos Santos Cardoso Marques, de 11, enquanto elas estavam na residência da avó.
