A mulher agredida por um bolsonarista na estação Butantã do metrô, no domingo, depois do ato de Flávio Bolsonaro, revelou nesta quarta-feira (21/10) seu nome - Mariana - e falou pela primeira vez sobre a agressão sofrida enquanto esperava um carro de aplicativo para voltar para casa com uma camisa vermelha.
Fora das redes sociais há 10 anos, ela, que é atriz e arte educadora, disse resolveu abrir um perfil e gravar um vídeo porque o momento exige senso crítico para entender o que aconteceu. E fez seu relato:
“Quando faltavam poucos minutos para o carro chegar, vi um casal falando sobre a “lataria” de quem vota. Até que vi que estavam apontando para mim. Me dirigi até o homem e perguntei o que ele estava falando. Ele começou a falar que eu era uma vagabunda, suja, que ao contrário de mim ele sustentava 80 famílias e pagava impostos. Eu nunca tinha visto aquelas pessoas na vida”, contou.
O homem, como descobriu e revelou a coluna, é Diogo Freire Estevão, dono de uma empresa de logística em Vargem Grande Paulista, na região metropolitana de São Paulo. A coluna também revelou que, na mesma semana, a Justiça havia concedido uma medida protetiva a favor de uma mulher que ele ameaçou matar.
