Os gêmeos siameses José Luis e José Armando Cevallos Herrera, conhecidos como “os gêmeos do Equador”, morreram na última semana, aos 27 anos. Desafiando as expectativas dos médicos, que acreditavam que a dupla não conseguiria chegar até os 10 anos, eles construíram um legado de superação, mostrando a rotina nas redes sociais e passando a mensagem de que a deficiência não impede ninguém de ser feliz.
Os dois nasceram no dia 8 de setembro de 1999, na província de Guayas. Durante a gravidez, a mãe dos gêmeos esperava apenas um bebê, e todos ficaram surpresos quando descobriram que se tratava de duas crianças unidas pelo tórax e pela pélvis.
Durante a infância, José Luis e José Armando sofreram bullying por conta de sua condição física, que os impedia de andar. Eles precisavam se arrastar para se locomover, posteriormente usando um carrinho com rodas, semelhante a um skate. Nos vídeos publicados no Instagram, os gêmeos aparecem em cima do instrumento em diversos registros.
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A possibilidade de se separarem sempre existiu, com um elevado risco de apenas um sobreviver. No entanto, a cirurgia nunca aconteceu, pois eles sentiam um laço que os unia para além do físico.
